A Comilança

Eu vejo entre meus amigos um negócio que está se espalhando cada vez mais: Homens que gostam de cozinhar. A cozinha que até alguns anos atrás era privilégio somente das mulheres é cada vez mais um “bunker” masculino, e normalmente os homens são infinitamente mais exigentes que as mulheres. Homens são mais detalhistas normalmente, acho que por causa que as mulheres já tem normalmente um talento natural herdado das mães e os homens tem que aprender, pesquisar , ir atrás então somos mais chatos mesmo.

 

Eu adoro cozinhar e cozinho melhor do que 90% das garotas que já namorei, faço desde feijoada, massas, tortas, doces, praticamente qualquer coisa. E aprendi isso com a Ofélia, he, he, he. Antes eu só cozinhava o trivial para subsistência em viagens e acampamentos, minha velha cozinhava demais e eu nunca me interessei em aprender a cozinhar mais do que já sabia. Quando minha mãe morreu aí fodeu, eu não agüentava comer sempre a mesma coisa, aí achei uns livros de receita da Ofélia em casa, comecei a ler e ver o que eu conseguia preparar, comecei com os pratos mais fáceis e com o tempo eu fui pegando mais a manha.

 

Eu tenho um tio que é xiita com a cozinha dele. Ele construiu uma cozinha industrial em casa, só para cozinhar nos fins de semana, e ai se minha tia ou minhas primas tirarem uma panela do lugar! Ele cozinha muito bem, muito melhor que elas, he, he, he.

 

Na minha turma a gente se reúne regularmente para fazer uns almoços onde cada um faz a sua especialidades. Eu já fiz minha feijoada lendária, o Calil tem como especialidade comida árabe (faz um kibe cru sensacional), o Nenê arrasa com a bacalhoada, o Paz com comida mexicana, Farid com comida japonesa e por aí vai. E o legal que quando vamos fazer algo todos participam na preparação, que na verdade é uma boa desculpa para consumir cerveja em escala industrial. Tenho amigas que cozinham muito bem também o que torna nossos almoços muito legais.

 

Eu acho cozinhar um hobbie legal, é uma delícia preparar uma comida especial para aquela pessoa que você gosta. Eu normalmente quando vou preparar um jantar para minha namorada já tem todo um ritual para tudo sair perfeito, vou no sacolão para comprar os ingredientes frescos, preparo uma sobremesa, compro um vinho legal, separo os copos de cristal que tenho em casa, tudo para que tenhamos uma noite agradável. É muito bom quando você prepara algo com tanto carinho e ver que a pessoa que está com você está gostando.

 

Não estou falando que todos os homens devem cozinhar, alguns não nasceram pra coisa, e assim como eu não nasci para dirigir (odeio) muita gente é desastrosa atrás do fogão. Meu irmão é um exemplo clássico, que só aprendeu a fazer as coisas um pouquinho melhores depois que ele casou e minha cunhada o enquadrou. Ele era o típico cara que quando ia fazer café esquecia de por o filtro he, he, he. Mas tudo bem, ele nasceu pra ser músico então o talento dele foi aproveitado em outra área.

 

Cheers

 

Hank


Filme do dia: “A Comilança” de Marco Ferreri, com Marcello Mastroianni, Michel Piccoli, Philippe Noiret e Ugo Tognazzi, nesse filme alguns amigos resolvem dar cabo de suas vidas com uma forma de suicídio bem original: Se matarem de comer! Humor negro total!!!




- Postado por: Hank às 19h19
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Watching You

Ele vai te vigiar, sabe da sua vida, da hora que você sai de casa, com quem você chega, sabe a chapa do seu carro, se você come a empregada do vizinho, o quanto você bebe, que tipo de som você ouve, se você faz barulho quando transa ou anda de salto a noite. Quem é? Seu pai? Seu marido? Seu namorado? Não....ele é o porteiro do seu prédio.

 

Os porteiros e zeladores são os verdadeiros inventores do “Big Brother”, eles ficam olhando aquelas malditas câmeras internas, não para impedir que alguém roube seu carro ou sua casa, mas sim pra procurar algo pra contar para os outros. Por isso meu amigo, transar no elevador é uma fantasia muito legal, mas antes verifique se não tem câmera. Conheço um prédio que um casal fazia sexo diversas vezes no elevador e não se ligavam, os porteiros faziam fila até pra assistir. Quando descobriram que tinha câmera no elevador eles até se mudaram.

 

Os porteiros normalmente falam uma língua própria deles, um dialeto ininteligível para ouvidos menos treinados, é uma mistura de latim, aramaico, nordestino e russo. Lembram um pouco aquele personagem da “Esquadrilha Abutre” (AAAUUUUAAAÉÉÉÉÉAAAAA Pombo!). Você chega pra ele e pergunta: “O Zé, que horas volta a água?” e ele vem com “Oxe, busodexfp, doersosm erm água, dkos ligada e o cara da kerodud em 30 minutos, fosid?” Você então presume que a água volta em meia hora.

 

O pior é quando eles tentam pensar. Uma vez o pai de uns moleques do 13º andar proibiu os garotos de receberem visita, até aí tudo bem. Acontece que moro no apartamento 13 no primeiro andar. Como eu era cabeludo e tatuado o cara achava que eu não podia receber visitas também, é claro, com uma aparência daquelas eu NÃO MERECIA visitas, he, he, he. Uma vez um amigo chegou e foi barrado então tive que descer e abrir o portão á força e depois de ameaçar arrebentar o idiota do síndico tudo ficou esclarecido.

 

Outra vez o cara proibiu uma visita subir no meu apto porquê estava de bermuda. Estranhei, já que todo mundo anda de bermuda e biquíni por causa das piscinas e fui lá e mandei chamar o síndico para eu bater nele (de novo), aí o porteiro vem com essa: “Se eu não posso trabalhar de bermuda, porquê visita pode entrar?” De novo mandei o cara se foder e abria  a porta a força.

 

É engraçado quando o porteiro vira zelador, aí sai de baixo, já que agora em diante ele é “Otoridade”, então os outros porteiros de agora em diante são ralé. O cara que era humilde vira uma mala sem alça. E também vira um tremendo puxa-saco, eu não agüento o zelador me chamando de “Senhor”, “Doutor” ou qualquer coisa semelhante.

 

Nessa época de fim de ano os porteiros se dão bem, sempre sobra um panetone ou vinho a mais, isso quando não corre uma “caixinha”  entre os moradores. Tem um prédio que só de caixinha deu R$ 400,00 pra cada funcionário!!! Nada mal né?

 

Alguém assistiu o filme “Sábado” do Ugo Georgetti? Tinha um porteiro interpretado pelo Wandi do Premê (que apresenta o Bem Brasil da TV Cultura) que era impagável, bebum, curioso, chato, igualzinho vários que conheço. Recomendo o site do Porteiro Zé , o personagem é absolutamente real.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia:  “Watching You” do Kiss.


 



- Postado por: Hank às 18h10
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Cari Fottutissimi Amici

Muita gente gosta de filmes americanos, são os mais bem produzidos e tem muito dinheiro envolvido, nem sempre isso é sinônimo de qualidade, mas parece que agrada um público bem grande. Filmes europeus também tem uma aceitação bastante razoável, podem ser mais “cults”, mas mesmo assim cineastas como Almondovar fazem a festas com seus lançamentos, quebrando a hegemonia hollywoodana. Eu gosto de muita coisa do cinema europeu, adoro o humor sarcástico inglês, as esquisitices espanholas, os romances franceses e por aí vai, mas o que eu gosto pra caramba e me divirto muito são comédias italianas e tenho como meu ídolo o diretor Mario Monicelli.

 

Ele tem filmes absolutamente memoráveis, os personagens sempre são pessoas comuns, bizarras, com um senso de humor incrível. Um dos primeiros filmes dele a fazer sucesso foi “Os Eternos Desconhecidos" (I Soliti Ignoti, 1958) com Marcello Mastroianni e Vittorio Gassman, era sobre um bando de assaltantes trapalhões. Totalmente impagável, quem assistiu por exemplo, “Os Matadores de Velhinha” dos Irmãos Cohen pode ver uma variação moderna do mesmo tema.

 

Ele fez também um dos maiores clássicos da comédia universal: “O Incrível Exército de Brancaleone” (L’Armata Brancaleone, 1965), onde um bando de maltrapilhos fazem um “exército” na idade média. Em 74 ele fez outra obra memorável: “Meus Caros Amigos” (Amici Miei 1975) com um elenco com Ugo Tognazzi e Philippe Noiret, onde cinco senhores de meia idade se divertem pregando peças uns nos outros e em quem mais passar pela frente. Totalmente absurdo, é de se esborrachar de rir até o fim. Esse filme resultou em uma continuação em 82, tão boa quanto a primeira parte, o “Quinteto Irreverente” (Amici Miei Atto II) onde os protagonistas do primeiro filme voltam com toda a corda.

 

Destaco mais dois filmes da filmografia de Monicelli, “Parente é Serpente” (Parenti Serpenti, 1992) onde ele faz uma comédia de humor negro sobre uma família que ninguém quer cuidar dos velhos pais e fazem de tudo para “passar a bola”, um para os outros. O outro é “Caros F. Amigos” (Cari Fottutissimi Amici, 1994) onde um bando de picaretas fazem de tudo para descolar um troco nas feiras, durante a segunda guerra.

 

O que mais gosto nessas comédias é que me identifico muito com os personagens, sou de família italiana, estou acostumado com os trejeitos, he, he, he. Eu e meu irmão não conversamos um com o outro, a gente berra isso sim. Eu falo alto pra cacete, mas consegui pelo menos perder o hábito de “falar com as mãos”, sempre disse que se amarrar a mão de um italiano ele fica mudo. Isso pelo menos eu não faço!!! Os jantares de família eram muito parecidos com os do filme “Parente é Serpente”, muita fartura, minha avó empurrando comida na minha goela abaixo, muito vinho e todo mundo falando ao mesmo tempo.

 

O humor italiano é muito parecido com o brasileiro, tem sempre um cara dando um jeitinho pra se dar bem, piadas grosseiras, palavrão adoidado e muita tiração de sarro, por isso sempre que posso eu pego um bom Monicelli e me divirto por algumas horas.

 

Cheers

 

Hank

 


Som do dia: “Dolcissima Maria” do PFM (Premiata Forneria Marconi), banda lendária de Rock Progressivo Italiana. Esses dias eu fui mostrar essa música para minha namorada e quando falei o nome ela disse que já a conhecia. EU levei um susto, já que ela não é especialista em bandas obscuras italianas, e ela me disse que o Renato Russo havia gravado ela. Eu desacreditei, procurei na Internet e não é que era a mesma música mesmo? Eu, um cara que nunca gostei dele, fui obrigado a engolir que apesar da versão dele não chegar aos pés da original pelo menos  ficou digna. E assim meu orgulho musical foi por água abaixo, me senti o próprio idiota do livro “Alta Fidelidade”do Nick Hornby. He, he, he




- Postado por: Hank às 21h27
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Working Man

Eu sempre defendi uma tese: Você tem que trabalhar para viver e nunca viver para trabalhar. Sempre achei que o trabalho é um “meio” não um fim, um meio de se conseguir dinheiro para se fazer as coisas, e se você tem prazer com isso, melhor. Eu nunca dei muito valor á aqueles “workaholics”, gente que vive para o trabalho, que junta uma baita grana, mas fica afastado todo o tempo das pessoas que te amam e precisam da sua companhia. O que adianta ter uma baita casa na praia se você só vai lá uma vez por ano?

 

Eu fiquei trabalhando durante três longos e exaustivos dias na mudança da minha firma pra uma sede maior, fui por “livre e obrigada vontade” não tive muita escolha, quando vi estava carregando caixas como um louco e nem tive tempo pra pensar. Fiz também porquê meu patrão é um cara muito gente boa e já me quebrou alguns galhos então nem tinha como recusar.

 

Em escritórios tem personagens muito singulares, um que eu tenho mais raiva é aquele que não tem vida própria, então ele fica achando que todo mundo é seu amigo ou inimigo, não entende que você está lá pra fazer seu serviço e está pouco se fodendo se ele acha que vou com a cara dele ou não. Com mulheres acontece muito isso, acham que pra tudo que dá errado é fruto de um complô porquê você não é “amigo” dela. A vida deles deve ser uma bosta fora da firma, então ele leva tudo a ferro e fogo.

 

Tem o puxa-saco, o cara que tem como lema: “Faça do saco do seu patrão o corrimão da escada do sucesso”. Poucas coisas são mais deprimentes que isso, é o cara que ri de cada piada sem graça do patrão, que bajula tanto o cara que vira piada. Uma vez eu trabalhei com um cara que era tão puxa saco que um dia um cara importante da empresa comentou casualmente que gostava de ler a Folha, mas sempre se esquecia de comprá-la. Não é que o idiota comprava o jornal todo dia e dava de presente para o figura? O que leva um cara a chegar a esse ponto?

 

Eu sou o cara mais sossegado do mundo, eu chego sempre no horário, sento na minha mesa, faço meu trabalho, não me preocupo com as fofocas e nem procuro ser simpático, apenas trato todo mundo com educação. Isso me faz ser respeitado porquê estou sempre fora das confusões que aparecem.

 

Eu já tive várias oportunidades para “me dar bem”, mas sempre tive algo chamado “escrúpulos” e tive boa educação na infância, o que não me permite pisar nas pessoas para conseguir algo a mais, então fico aqui fazendo o sorteio pra saber que conta vou deixar pro mês que vem e vou levando a vida e dormindo sem consciência pesada.

 

Cheers,

 

Hank

 


Som do dia: “Working Man” do Rush.




- Postado por: Hank Chinaski às 14h30
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Barfly

Eu sou um cara que gosta de beber sozinho, eu me dou muito bem comigo mesmo, adoro observar o microcosmo dos botecos. Só que para isso eu tenho alguns critérios para escolher o lugar onde eu bebo; Por exemplo, recentemente eu recusei a entrar em um bar onde estava tocando música ao vivo (sertaneja), isso é demais para mim. Também não entrei em um que tinha patrocínio da Schincariol nas mesas, cartazes e letreiros, imagina se eu entro e só tem aquela porcaria de cerveja? Credo!!!!.

 

Andei sem rumo e como dizia o bom e velho Black Sabbath, “...walking in the streets I watch tomorrow become in today”. É foda você buscar um lugar numa cidade que você conhece muito pouco os hábitos, mas costumo me adaptar rapidamente. Entrei então em um boteco que já havia tomado umas durante o dia, estava lotado, mas por sorte tinha uma mesa vazia. Os freqüentadores eram várias “moscas de bar”, gente de meia idade, senhores, uma mulher por volta dos cinqüenta, vestida como uma puta, que trafegava com muita intimidade entre as mesas, parecia que ela conhecia todo mundo , menos eu(ainda bem, he, he, he).

 

Um senhor gordo foi até a Jukebox que ficava no canto e temi pelo que ele poderia encolher e la vem.....”La Bamba”!?!?!?! Sorri pois apesar de ser uma versão na voz do Trini Lopez, era bem melhor que algum sertanojo ou o último CD do Belo. Por um real o Sr. Gordo, totalmente  embriagado dava ao Sr. Lopez, um parceiro de contoria e atacava uma música atrás da outra sem intervalo, até que ele teve a feliz idéia de tocar “Guantanamera”!!! Da primeira vez achei engraçado, minha cerveja estava gelada, descendo redondinha. Da segunda vez a cerveja já me pareceu meio amarga, na terceira vez seguida eu já estava puto.

 

Tocou o celular e era minha namorada, mas não conseguia sequer ouvi-la por causa da porra da música. Quando ele tocou pela quarta vez seguida a cerveja parecia um tijolo, e minha cerveja estava pela metade ainda. Tive que praticamente virar 300 ml de cerva goela abaixo, já que eu NUNCA deixo cerveja no copo ou garrafa, é um pecado mortal pra mim, fico imaginando nos dias que não tenho nada e bate o arrependimento pelo desperdício do precioso líquido.

 

Meio puto com o Gordo e não querendo ouvir aquela maldita música nunca mais saí andando em direção á minha cama, sóbrio e com uma lua enorme iluminando meus passos e pelo menos com a certeza que apesar dos pesares sabendo que estava no lugar certo e aquele era o caminho que escolhi, então fiquei feliz.

 

Cheers,

 

Hank

 


Filme do dia: “Barfly”, com o roteiro escrito por Charles Bukowiski, é um filme muito interessante. Melhor ainda o romance do “Velho Buk” chamado “Hollywood” onde ele descreve como foram as filmagens desse filme. Esse livro acabou de ser relançado numa edição de bolso, muito legal e por um preço bem convidativo.




- Postado por: Hank Chinaski às 07h21
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Children of the Night

Eu trabalhava em um serviço que era extremamente estressante, era de um esforço mental que eu e meus colegas saímos esgotados, como uma laranja que extraíram todo o suco, parecia que a gente tinha carregado sacos de cimento o dia todo. Para relaxar inevitavelmente a gente ia para um boteco próximo e todo dia a gente tomava umas cervejas, pra bater um papo e jogar conversa fora.

 

Eu e um amigo, o Andissu, estávamos lá por volta da sexta cerveja, quando apareceu uma criança vendendo umas canetinhas e adesivos por um real. Era uma garotinha por volta dos sete anos, muito esperta e bonitinha, ela então viu a porção de batata-frita que estávamos comendo e perguntou se a gente dava uma batatinha pra ela, falamos que ela podia pegar quantas quisesse. Vendo que ela estava faminta pedimos um sanduíche e um guaraná e demos pra ela comer também.

 

Enquanto ela comia a gente começou a fazer um interrogatório com a garota, era por volta das 22:30 Hs, e não era hora de uma criança estar sozinha na rua, principalmente andando por bares do centro da cidade. O que ela contou nos deixou revoltados, é um exemplo do que rola nas cidades brasileiras.

 

O pai bebia e não trabalhava, a mãe trabalhava como faxineira ou algo assim, então ela “alugava” a criança para uma “tia”. Essa mulher enchia uma Kombi de crianças e as despejavam pela cidade com badulaques, aí elas ficavam até a madrugada vendendo coisas em troca de uns trocados, que ela levava para o pai tomar cachaça no dia seguinte.

 

Meu, o que vai na cabeça de uns pais desse tipo? É pra isso que se coloca um filho no mundo? Qual o futuro de uma criança dessas que ao invés de estar dormindo e se preparando para ir á escola está num bar? Quando ela estiver crescida demais pra vender adesivo do “Hello Kitty” ela vai vender o quê? O corpo? E essa “tia” então? Pode ter uma atitude mais nefasta que isso?

 

Temos que reavaliar quando compramos essas tranqueiras de crianças nos faróis se o dinheiro vai pra ela ou para os pais, pois existe uma “indústria” por trás disso. Gente inescrupulosa que se aproveitam de um sorriso doce e uns olhos tristes para sensibilizar gente de coração mole. Por isso eu não dou dinheiro nunca, dou comida, pelo menos sei que nenhuma “tia” vai tomar.

 

Cheers

 

Hank

 


“Children of the Night” é uma instituição Americana que é apoiada pelo Ronnie James Dio, e que procura dar apoio á crianças que foram exploradas sexualmente. O Dio apóia essa causa á bastante tempo e é um puta troço legal.



- Postado por: Hank Chinaski às 06h51
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Meu perfil:

Sou Paulista, Paulistano e torço para o São Paulo F.C. Sou desbocado e politicamente incorreto e discuto e não respeito política, religião e futebol sem o menor pudor.

Cerveja e pizza é a base da minha existência.

Ouço basicamente Rock em vários estilos, mas curto um pouco de outros estilos musicais.

 

 

 

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